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*Soyeux de la bouche*



Quadros Augustus John

 

Todos nós nascemos na Arcádia, todos viemos ao mundo cheios de pretensões de felicidade e prazer, e conservamos a insensata esperança de fazê-las valer, até ao momento em que o destino nos aferra bruscamente e nos mostra que nada é nosso, mas tudo é dele, uma vez que ele detém um direito incontestável não apenas sobre as nossas posses e os nossos ganhos, mas também sobre os nossos braços e as nossas pernas, os nossos olhos e os nossos ouvidos, e até mesmo sobre o nosso nariz no centro do rosto. 
A experiência vem em seguida e ensina-nos que a felicidade e o prazer não passam de uma quimera, mostrada à distância por uma ilusão, enquanto que o sofrimento e a dor são reais e manifestam-se directamente por si só, sem a necessidade da ilusão e da espera. Se o seu ensinamento se mostra frutífero, deixamos de procurar a felicidade e o prazer e passamos a preocupar-nos apenas em fugir ao máximo do sofrimento e da dor. 

 

Reconhecemos que o melhor que o mundo nos pode oferecer é um presente suportável, tranquilo e sem dor; se isso nos é dado, sabemos apreciá-lo e cuidamos bem para não o estragar ansiando sem trégua alegrias imaginárias ou preocupando-nos temerosos com um futuro sempre incerto que, a despeito dos nossos esforços, depende totalmente do destino. 
Além disso: por que haveria de ser insensato preocupar-se sempre em usufruir ao máximo o presente único e seguro, se a vida inteira não passa de um fragmento maior do presente e como tal é absolutamente efémera? 

Arthur Schopenhauer, in 'A Arte de Ser Feliz' 




Escrito por Simona Queiroz às 16h51
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Todo o júbilo desmedido repousa sempre na ilusão de ter encontrado na vida algo que não se pode encontrar realmente, isto é, uma satisfação durável dos desejos ou preocupações tormentosos e sempre renascentes. Mais tarde, é inevitável que nos separemos de cada ilusão dessa espécie, pagando-a então, quando desaparece, com igual dor amarga, independentemente da alegria que o seu surgimento nos tenha proporcionado. 
Nesse sentido, ela assemelha-se por completo a uma altura da qual o único momento de descer novamente é a queda, de maneira que deveria ser evitada: e toda a dor repentina ou excessiva é justamente apenas a queda de tal altura, o esmorecimento de tal ilusão e, portanto, deve ser condicionada. Poder-se-ia, por conseguinte, evitar ambas, se se fosse capaz de abraçar as coisas de modo perfeitamente claro sempre na sua totalidade e na sua concatenação, e de impedir firmemente a si mesmo de lhes conceder de facto a cor que se desejaria que tivessem. A ética estóica visava essencialmente libertar o espírito de toda a ilusão semelhante e das suas consequências, e a dar-lhe, em vez disso, um equilíbrio inabalável. 

Arthur Schopenhauer, in 'A Arte de Ser Feliz' 



Escrito por Simona Queiroz às 16h45
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É festa junina, é festa de St. Antonio!!!



Escrito por Simona Queiroz às 18h05
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Escrito por Simona Queiroz às 13h07
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Veronike. Segundos depois. 1/4 de hora.

Adentro. Copos e lâminas. Corro de mim pra mim. Paro. Respiração. Doce agridoce extremamente doce. Amargo. Boca. Minha. Nossa. Tua. Um raio que parte a vida em dois. Sofrêga aperto meus dedos contra meu peito imóvel. Querer. desejo.volúpia. Dor. Banalidades de um dia dia comum. Meu.seu.nosso.talvez. Palavras.dias.sol.solitude.solidão.multidão.Perco me.Encontro me.Eu já não aqui, talvez. Ali, paro.Desespero. Fixar. nao mais a sombra, talvez o hoje. o som macio do silêncio.

religioes6.jpg

religioes6.jpg



Escrito por Simona Queiroz às 01h25
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(Quadro: Magritte)

Escrevo diante da janela aberta.
Minha caneta é cor das venezianas:
Verde!... E que leves, lindas filigranas
Desenha o sol na página deserta! 
Não sei que paisagista doidivanas
Mistura os tons.., acerta... desacerta..
Sempre em busca de nova descoberta,
Vai colorindo as horas quotidianas... 
Jogos da luz dançando na folhagem!
Do que eu ia escrever até me esqueço...
Pra que pensar? Também sou da paisagem... 
Vago, solúvel no ar, fico sonhando...
E me transmuto... iriso-me, estremeço...
Nos leves dedos que me vão pintando!

A Rua dos Cataventos
Mario Quintana



Escrito por Simona Queiroz às 14h38
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Esses eus de que somos feitos, sobrepostos como pratos empilhados nas mãos de um empregado de mesa, têm outros vínculos, outras simpatias, pequenas constituições e direitos próprios - chamem-lhes o que quiserem (e muitas destas coisas nem sequer têm nome) - de modo que um deles só comparece se chover, outro só numa sala de cortinados verdes, outro se Mrs. Jones não estiver presente, outro ainda se se lhe prometer um copo de vinho - e assim por diante; pois cada indivíduo poderá multiplicar, a partir da sua experiência pessoal, os diversos compromissos que os seus diversos eus estabelecerem consigo - e alguns são demasiado absurdos e ridículos para figurarem numa obra impressa. 

Virginia Woolf, in "Orlando"



Escrito por Simona Queiroz às 19h32
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... ao som de Francoise Hardy



Escrito por Simona Queiroz às 16h10
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Oi!!! Criei um novo blog!!! Na minha singela opiniao, mais autoral que este!! Este que tanto amo continuara seu funcionamento á todo vapor, e outro, irá de forma irracional e aleatoria, publicar o dia dia dos passos de Nikkitta. Visitem quando puder, e continuem aqui tb!!! Pots serão muito bem recebidos!!!!

 

www.lafemmenikkitta.blogspot.com



Escrito por Simona Queiroz às 16h40
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Se existe uma verdade que se possa afirmar à priori é bem esta, pois ela exprime o modo de toda a experiência possível e imaginável, conceito muito mais geral mesmo que os de tempo, espaço e causalidade que o implicam. Com efeito, cada um destes conceitos, nos quais reconhecemos formas diversas do princípio de razão, apenas é aplicável a uma ordem determinada de representações; a distinção entre sujeito e objecto é, pelo contrário, o modo comum a todas, o único sob o qual se pode conceber uma qualquer representação, abstracta ou intuitiva, racional ou empírica. Nenhuma verdade é pois, mais certa, mais absoluta, mais evidente do que esta: tudo o que existe, existe para o pensamento, isto é, o universo inteiro apenas é objecto em relação a um sujeito, percepção apenas, em relação a um espírito que percebe, numa palavra, é pura representação. 

Arthur Schopenhauer, in 'O Mundo como Vontade e Representação'
 



Escrito por Simona Queiroz às 18h32
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Indicado!!! Excelente ator (Philipe Kaufman) e excelente filme!!!



Escrito por Simona Queiroz às 18h38
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e pra



Escrito por Simona Queiroz às 18h36
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Fico sozinho com o universo inteiro. 
    Não quero ir à janela: 
    Se eu olhar, que de estrelas! 
    Que grandes silêncios maiores há no alto! 
    Que céu anticitadino! — 
    Antes, recluso, 
    Num desejo de não ser recluso, 
    Escuto ansiosamente os ruídos da rua... 
    Um automóvel — demasiado rápido! — 
    Os duplos passos em conversa falam-me... 
    O som de um portão que se fecha brusco dóí-me... 

    Vai tudo dormir... 

    Só eu velo, sonolentamente escutando, 
    Esperando 
    Qualquer coisa antes que durma... 
    Qualquer coisa.

      Alvaro de Campos



Escrito por Simona Queiroz às 16h49
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Escrito por Simona Queiroz às 15h33
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Escrito por Simona Queiroz às 15h29
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